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Leonardo da Vinci

Postado em 06 de novembro de 2019

Pode-se afirmar que este grande artista, genial deixou um grande legado em todas as áreas de conhecimento às quais se dedicou.

Leonardo da Vinci foi para o mundo um espetacular exemplo da cultura universal. Os homens da Renascença se interessavam por todo o tipo de conhecimento científico, mas este homem prodigioso destacou-se por notáveis estudos e trabalhos em: Arquitetura, Urbanismo, Escultura, Literatura, Música e Ciências.

Pesquisador de hidráulica e aero dinâmica, inventou os primeiros protótipos do que seria mais tarde o helicóptero, além de armas militares, assim como tratados e pesquisas sobre zoologia, botânica, astronomia e matemática! Seu ideal era chegar à verdade por experiências objetivas; nada mais atual! Leonardo era sem dúvida muito a frente do seu tempo!

Refletiu em sua postura a perfeita encarnação do homem da época Renascentista: sempre em busca do conhecimento.

A Arte na Renascença, visava, ao contrário da Arte Medieval, enriquecer a vida e deleitar o homem!  Teve como elemento novo, fundamentalmente, o conceito do gênio, como dádiva de Deus, o homem como criador puramente individual, acima das regras, independente e único!

Cada esboço era muito valorizado como documento único do momento de criação! Era chamado de “bozzetto” ao desenho inacabado, mas que possuía e possui até hoje preciosas informações a respeito do processo criativo.

Leonardo nasceu em abril de 1452, filho ilegítimo de Piero d´Antonio.  Aos 16 anos saiu de Vinci com sua família rumo a Florença. berço da Arte na época.

Lá, de imediato, procurou ateliê do mestre Andréa de Verrocchio onde aprendeu inicialmente os rudimentos das técnicas principais de desenho e pintura, ajudando e aprendendo a fazer várias tarefas como preparação de tintas e pincéis e gravuras.

Ainda muito jovem, passou a ser ajudante, executando pequenos detalhes das obras dos afrescos como panejamento (movimento do tecido), e detalhes da indumentária.

Mas aluno acima da media em Arte e técnica, foi muito além como poucos … Leonardo da Vinci foi o primeiro aluno a desenvolver estudos de desenhos observando a natureza ao invés de copiar o mestre.

Expressava em sua Arte a vitória do naturalismo, do racionalismo e da ciência. A instrução acadêmica na época, era embasada na filosofia do movimento renascentista.

O método científico da educação artística incluía além da instrução prática e técnicas de desenho, a matemática e as ciências em geral.

Leonardo dizia:  “A pintura é de um lado ciência natural exata, e por outro, é superior às ciências pois estas são imitáveis e a Arte é única!”  Para ele o talento da pintura era igual à do gênio poético!

Mestre Verrocchio, após conviver e partilhar seu conhecimento por algum tempo com Leonardo, encarregou o  jovem, onde já se antevia o gênio, para pintar  um detalhe da obra “Batismo de Cristo”: um anjo à esquerda do quadro e a paisagem do fundo em perspectiva atmosférica. Quando viu o resultado, encantado afirmou: “ Agora o aluno superou o mestre!”.

Leonardo ficou encarregado de todas as encomendas do ateliê, tal a qualidade artística e o virtuosismo de seu trabalho. Assim sua fama se espalhou; muitos nobres e ricos patronos como Ludovicco Moro e a família Medicci solicitavam seus serviços. O mercado da Arte ainda era restrito e o pagamento era muitas vezes dado em prestações enquanto o artista desenvolvia a encomenda.

Entre seus inúmeros e maravilhosos trabalhos o afresco “ A ceia” feito entre 1495 e 1948 em Milão, na Igreja de Santa Maria da Graça, em grande dimensão: 4, 35 m X 6, 60 m,  é, junto a “Monalisa”; pintura de pequenas dimensões 50×70 cm( museu do Louvre- Paris)são suas obras mais conhecidas.

Na Santa ceia ele, de forma genial, usou o muro de fundo do espaço formando uma das extremidades do refeitório, o que deu a ilusão de que, no lugar que acontece a cena, é uma extensão da sala!  Toda a composição é centralizada em Cristo. O ponto de fuga central se encontra exatamente na testa de Jesus, de onde emanam forças psíquicas da cena,  como raios de sol, nas fugantes da perspectiva, assim como toda a força vital da obra! Os apóstolos se encontram em diferentes movimentos e expressões refletindo emoções variadas e todos estão debruçados sobre a mesa, sómente Jesus permanece ereto e sereno e seu corpo forma um triângulo perfeito!

Em “A Virgem e o rochedo” de 1483 (museu do Louvre 93cmx1,20m) é uma das suas obras primas que melhor retratam o famoso” claro-escuro”, onde a luz modela as personagens da cena, escurecendo o fundo, repleto com detalhes desenhados de forma meticulosa, reproduzindo a natureza de flores, arbustos e rochas. O anjo e a Virgem mantêm expressão magnética, em meio sorriso, típica dos personagens de Leonardo.

O Retrato em óleo sobre madeira, 77cmx53cm. intitulado “Monalisa”: Mona(madona) e Lisa (senhora ou madame), também conhecida como Gioconda (mulher alegre) tornou-se muito famoso através dos tempos por sua qualidade singular.

A harmonia entre os elementos com naturalidade conseguida através do “sfumato”( técnica que consiste em gradações de luz que diluem as linhas de contorno,  valorando a ilusão de profundidade), e a perspectiva atmosférica: (que mostra a sobreposição de planos se diluindo na atmosfera) ao fundo conferem vida e naturalidade à obra,

Monalisa foi iniciada em 1503 e Leonardo nunca a considerou acabada.  A composição é piramidal, típica da Renascença e o sorriso sempre enigmático e ambíguo fez dessa obra prima a mais conhecida em âmbito mundial!

O grande gênio seguiu criando e executando suas Artes magistrais, em contínuos traslados entre Milão, Florença e Roma até 1517 quando aceitou o convite do rei Francisco I para ficar para sempre a seu serviço, mas faleceu em 1519, sepultado em Ambroise, na Igreja de São Florentino.

Leonardo da Vinci nos deixou legado precioso, sempre reverenciado como gênio, após mais de 500 anos de sua morte, até nossos dias, como exemplo de homem de grande conhecimento e valor na ciência e da Arte, que como nos ensinou Faiga Ostrower, a obra pode ser antiga, mas, quando verdadeira, nunca será ultrapassada!

Por Regina Maria Catellani  06/11/2019