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Hecher A Arte Matemática e fantástica do mundo improvável!

Postado em 12 de agosto de 2019

Maurits Cornelis Hescher  pode ser intitulado como um artista criador surrealista  com gênio matemático! Sua Arte era inspirada pelos olhos da mente!

Nascido na Holanda na cidade de Leeuwardenem  em 17 de junho de 1898- 1972….     1919 foi cursar arquitetura em Haarlem mas acabou se interessando por artes decorativas e especializou-se com o português Samuel Mesquita e xilogravura

Ilustrador, artista gráfico muito à frente de seu tempo, criou obras de arte fantásticas, e únicas com efeitos de ilusão de ótica. sempre com suas xilogravura e litogravura, cujas criações de metáforas visuais para conceitos matemáticos e científicos abstratos  como infinito, dimensão, dualidade,  simetria e relatividade, através da figura sem usar palavras e símbolos, segundo Schattschneider, autora do livro Caleidosciclos de M. C. Escher publicado no Brasil pela Taschen.

Teve várias fases artísticas inspiradas no lugares em que viveu: 1922 a 1937 “torre de babel” quando viveu na Itália,  representou as estradas do campo sinuosas e a arquitetura das pequenas cidades das encostas.

O período das metamorfoses 1937 1945: quando uma cena era transformada em outra totalmente diferente formando um todo(1943 a 1956 : another World” e côncavo e convexo As gravuras foram totalmente subordinadas a perspectiva. 1956- 1970: Período de aproximação do infinito( subindo e descendo e queda dagua.

A geometria era a disciplina que mais gostava visando em sua Arte a regularidade, continuidade e estruturação diferentemente da matemática

Sua xilogravura mais popular foi “ Dia e noite” onde o conceito matemático em jogo é o da dimensão, definindo ponto, linha, plano e espaço.

O padrão geométrico bidimensional da plantação na parte debaixo da gravura se transforma em uma revoada de gansos tridimensionais e que  de novo em pássaros bidimensionais.

Na litografia “ Relatividade”  três mundos diferentes se unem em perfeita harmonia. No livro” O espelho mágico de Hescher” de Bruno Ernest ele define a “Relatividade” que retrata três mundos simultâneos com unidade inalterável (figura abaixo à esquerda) “um estudo interessante para os astronautas, pelo fato de que qualquer superfície do espaço pode ser chão, pela ausência da gravidade”( Bruno Ernest), ele compreendia intuitivamente as relações espaciais.

Uma de suas resoluções gráficas preferidas era a divisão regular do plano com um padrão de formas geométricas repetidas e interligadas que vão se repetindo: por vezes de maneira plana e outras volumetricamente.

Em seu livro “ Obra Gráfica” publicado no Brasil pela pela Taschen Books ele afirma que “ Esta é a mais rica fonte de inspiração; os mouros eram mestres nisso, decoravam paredes e assoalhos com esse recurso, particularmente em Alhambra na Espanha. O que é lastimável é que o Islan não permite que eles fizessem imagens entalhadas. Nenhum artista mouro que eu saiba usou figuras concretas de animais e humanos” E ele se apoderou genialmente deste recurso!

As fractais: ( figura acima gravura intitulada “Limite circular três) que são as figuras da geometria não  euclidiana.  A geometria fractal é o ramo de matemática que estuda as propriedades e comportamento das fractais.

Descreve muitas situações difíceis de explicar pela geometria clássica e são aplicadas em ciência, tecnologia e arte gerada por computador Fractal é uma figura que pode ser dividida em pequenas partes ou partes repetidas e a auto semelhança é referente às proporções perfeitas. Duas de suas Artes são literalmente fractais,; muito fácil de fazer hoje com a repetição perfeita em computação gráfica mas ele fez a mão e com perfeição. Nela o peixe vai diminuindo gradualmente a partir do centro da figura até a margem. Atualmente é o que os matemáticos chamam de “self similar siling” ou revestimento que se repete.

Cada um dos pedaços é reprodução do todo com padrões complexos que se repetem infinitamente  vistas nos fenômenos da natureza como na flor cabeça de leão,  nos veios de uma folhas tapete sierpinski  no espiral de uma concha etc.

O maravilhoso mundo de Hescher foi transmitido em suas gravuras através da poesia da pura razão! A dualidade e o jogo complexo das dimensões, dualidades e relatividades, usando os conceitos científicos, atualmente explorado em larga escala na Comunicação Visual pelos recursos de computação gráfica, estava na mente deste artista, que criou e produziu imagens fantásticas somente com suas habilidades de artista gravurista!

Como todo o gênio, era humildade e sem vaidade, e um gigante em sua grandiosidade artística que inspirará sempre todas as gerações!