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BARROCO MINEIRO

Postado em 17 de junho de 2019

Foi através do ouro que brotava no chão e rolava nos rios,
que foram atraídos homens desbravadores, que atravessaram as
colinas encantadas e brumosas, para que lá se desenvolvesse um
manancial artístico incalculável!
Lugar mágico, cheio de mistérios desde os idos de XVIII,
encanta os homens até agora e sempre com suas paragens
verdejantes, e suas construções barrocas, tombadas como
patrimônio histórico da humanidade!
O passado ali, não passou; nestes antigos sertões dos
Cataguazes…
O início da história do Barroco Mineiro aconteceu a partir da
chegada dos europeus imigrados, junto a lacaios negros, que
vieram em busca de ouro e trouxeram para a região sua cultura, Os
indígenas, desprovidos de ambição não procuravam o ouro, e os
negros unidos do Congo francês senegalense, sabiam do seu valor,
pois vinham de região aurífera, eram peritos em mineração.
Ouro Preto foi assim denominado o então vilarejo por seu
ouro ser descoberto a partir dos veios cobertos de areia preta
embaixo da qual havia o precioso metal.
O ouro aplicado nas construções religiosas católicas foi o elemento
de impulso para esta típica sociedade mineira, pois naquele tempo
a religião era o ponto central de interesse da sociedade.
Desenvolveram-se confrarias ou irmandades financiadas pelo
povo, como a dos açougueiros por exemplo, a confraria de S.
Pedro; que doavam ouro para sua irmandade, competindo assim na
luta pelo “status”, pois a irmandade era uma maneira do povo ter
poder, sem submeter-se à vigilância da coroa, que impunha terror
policial.
Nas irmandades haviam as divisões entre brancos, negros,
pardos e irmandades religiosas, toda a população mineira filiou-se a
estas confrarias.
A prosperidade imperou com este sistema, e a pseudoaristocracia eclesiástica, poetas, nobres, e autoridades,
estimulavam a Arte, e as idéias de nacionalidade que redundaram
na Inconfidência Mineira coroou luta pela liberdade!

CARACTERÍSTICA BÁSICA DO BARROCO MINEIRO

Construções: As construções eram feitas de taipa: mistura de barro
e palha, em pau a pique: painéis de madeira amarrados por cipó
seguro nos esteios de madeira, e em adobe,tijolo.
Serralheria: foram aplicadas em sacadas, janelas e óculos,
trabalhadas em volutas.
Instalações hidráulicas: Feitas com manilhas de pedra sabão,
unidas com betume. As torneiras eram feitas de bronze.
Piso: Eram feitos de madeira, sustentadas por estruturas de
madeira de graúna em baixo, onde guardavam os mortos.
Ladrilhos: Apresentavam-se em maioria em preto e branco.
Azulejaria: Herança dos portugueses os azulejos eram brancos com
motivos em arabescos, bem ao gosto barroco e rococó.
Pintura: a caiação era feita com alvaiade. O vermelhão era obtido
com sulfato de mercúrio – conchas de açafrão do reino para
conseguir o amarelo e um barro argiloso chamado tabatinga, onde
se conseguiam diferentes pigmentos em várias cores.
Douração: era feita em ouro sobre a madeira e sobre o mármore.
Para dourar a madeira era posta uma camada de alvaiade, cola de
pelica e aplicação imediata da folha de ouro.
Para dourar a pedra usavam aplicação de amalgama de ouro e
mercúrio.
Técnica do “Fingido”: sendo o Barroco a Arte da ilusão, o reboco
era usado para fingir ser mármore. As volutas de madeira imitavam
as pedras Itacolomi, como na igreja de N.S. do Rosário.
Madeiras Usadas: Angelim – Cedro – Canela Preta – Jacarandá –
Arueira.
Pedras: sabão – quartzos (amarelas itacolomi rosadas).

FASES DO BARROCO MINEIRO

1ª Fase: os espaços eram definidos e simétricos e a austeridade na
arquitetura foi o que imperou em construções singelas e simples.

2ª Fase: Em meados do século dezoito as construções de igrejas,
chafarizes entre outras, começam a apresentar em suas propostas
arquitetônicas a interpenetração de espaços em movimentos que
foram se tornando cada vez mais orgânicos e graciosos!
Eis que chegava ao Brasil nestes rincões, em grande estilo, o
maravilhoso aspecto sinfônico do Barroco! Mas com características
únicas, refletidas pela Arte e criatividade de um povo miscigenado
de brancos e negros, revelando o espírito inovador de expoentes
desta época de Ouro do Barroco Brasileiro, como Antonio Francisco
Pombal, Manoel Francisco Lisboa, Antonio Francisco Lisboa
(Aleijadinho).

Manoel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho fez jus à corporação
dos carpinteiros e escultores e atuou na Matriz da Conceição e
Matriz de Sta. Hefigênia entre outras.
Em 1778 – nasce “Aleijadinho”, grande expoente do Barroco
Mineiro, representando o 3º e último estilo:”O Rococó” – adaptado
totalmente ao Brasil, crescente em criatividade, a partir das
inovações da 2a fase.
O altar de “D. João V do Porto” é um exemplo de sua maestria de
detalhes antropomórficos, “Puttis: pequenos anjos bebes,
“chinesismos”: referentes a detalhes da arquitetura oriental,
molduras retangulares,
Assim também, na capela de “D. João de Lisboa”, observa-se um
estilo com mais disciplina, ao gosto do homenageado, e movimento
onde as pilastras sustentam as curvas dando mais profundidade ao
altar.
Aleijadinho brilhou também nas esculturas de único e majestoso
valor plástico e ímpeto expressionista! Em Congonhas do Campo os
doze apóstolos em mármore que ladeiam a escadaria da Matriz,
assim como as bela talha de madeira em seu no interior,
representando a paixão de Cristo, são impactantes!

Obras: – Igreja do Santuário do bom Jesus de Matosinhos.
– Igreja da Ordem 3º do Carmo de S. João Del Rei e
Sabará.
– S. Pedro dos Clérigos de Mariana.
– Igreja da Ordem 3º de São Francisco de Assis de Assis
de Ouro Preto.
– N. S. Do Rosário de Ouro Preto com risco de Antonio
de Souza Calheiros

PINTURA BARROCA MINEIRA

Bastante singular, a pintura do Babboco Mineiro cujos
grandes astros artistas foram mestiços, mostra cenas bíblicas , com
faces mestiças, retratadas em cores quentes e vibrantes!
Essa magia na arte pictórica observada nas obras da época devese com certeza ao reflexo das características do clima tropical com muita luminosidade e luz, em que os personagens se afiguram em
posturas lânguidas e movimentos macios.
Destaca-se na área pictórica, Manuel da Costa Ataide, mulato,
nascido em Mariana, atuou no apogeu do Barroco Mineiro.
Bastante singular, sua pintura retrata cenas bíblicas, com faces
mestiças em cores vibrantes e tropicais!

Obras: – Abside da Igreja da Matriz de S. Antonio em Sta.
Barbara
– S. Simão Stock com N. S. do Carmo e S. Francisco de
Assis (Museu da Inconfidência OP)
– Capela Mor da Igreja da Ordem 3ª de S. Francisco de
Assis e conclusão da nave em Ouro Preto.
Entre outros Pintores, se destacaram também:
– Manuel Rebelo de Souza (Sta. Hefigênia – Ouro Preto)
– Miguel Pereira de Carvalho (Sacristia – S. Francisco – Ouro Preto)
– João Batista de Figueiredo (Mestre de Ataíde)
– Antonio Martins da Silveira (S. José de Ouro Preto)

Artes Menores: Os estilos de Mobiliário: D. João V,, D. Maria I,
Shipendalle e Rococó foram os mais utilizados.
Porcelanas: da China – Inglesa e azuleijos: Azuis e Brancos com
cenas marítimas e pastoris com ornatos barrocos foram usados de
forma inovadora na parte exterior das fachadas.

Terminamos assim, a analise deste período iluminado,
espelho fiel do espírito criativo do brasileiro, o qual podemos
usufruir maravilhados diante destas benditas inspirações que
recriam a vida dada por Deus! É para Ele nosso agradecimento.

Temos também excelentes cursos intensivos de História da Arte,
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Regina.M.Catellani
junho 2019